ONDE ESTA O AMOR?
Em minhas peregrinações muitos questionamentos às vezes aparecem enquanto vou lidando com circunstancias adversas. O maior deles é o que dá titulo a esse artigo. Onde esta o amor?
Em minhas peregrinações muitos questionamentos às vezes aparecem enquanto vou lidando com circunstancias adversas. O maior deles é o que dá titulo a esse artigo. Onde esta o amor?
Primeiro permitam que eu defina a que amor estou me referindo. Esse não é o amor EROS. Aquele que leva homem e mulher a consumação do sexo. Não estou falando amor FILOS, aquele que você recebe de seus pais e que faz um bem tremendo. Apesar de perceber que em nossos dias os pais estão mais preocupados em dar coisas do que dar o bem mais precioso que o ser humano pode desfrutar, o amor. Então, de que amor estou falando? Do amor ÁGAPE. O amor que é capaz de despojar-se de tudo e se doar pelo próximo. Sem reservas, sem cobranças, sem esperar nada em troca.
Avaliamos algumas experiências e percebemos que a humanidade esta muito distante desse amor. Quando observamos a situação no Sudão, onde os muçulmanos no poder escravizam seus irmãos cristãos. Transformando esses em escravos. Ali mutilam as crianças para que permaneçam marcadas até a morte. Crueldade você pode dizer, talvez sadismo, porém isso é só uma demonstração da falta de amor existente no coração daqueles que governam. Que tal falarmos da Aids. Os números da Aids na África são números de um genocídio. Não só pelo grito cruciante das cifras (2 milhões e quatrocentos mil mortos em 2005), mas, sobretudo, pela incrível disparidade de oportunidades que um africano tem frente à doença em comparação com um paciente que vive em regiões mais ricas do planeta.
Cada vez mais, a Aids e as outras duas doenças chamadas de big killers (malária e tuberculose que, juntas, matam quase 3 milhões de pessoas por ano), parecem dar fundamento à denúncia de James Orbinski, ex-presidente da organização Médicos Sem Fronteiras (Prêmio Nobel da Paz em 1999) à imprensa anos atrás: “estou cansado de ver morrer mulheres, crianças e homens, enquanto eu sei que existe um tratamento eficaz e que poderia estar ao alcance deles. Estou cansado de ver que o lucro sempre ganha sobre o direito à saúde. Não agüento mais essa lógica na qual quem não pode pagar, morre”. que no mesmo continente morrem diariamente de AIDS. O incrível é que lá se testam as drogas para combate a esse vírus resultante da lascívia e promiscuidade. Parece um castigo divino, todavia não creio assim. Creio em duas hipóteses. A primeira esta relacionada a falta de restrição existente entre o ser humano e seu apetite desenfreado pela pratica do sexo e consumo de drogas. Quando uma pessoa age dessa forma também demonstra falta de amor. Amor com o próximo e com ela mesma. A segunda a falta de informação e recursos.
A região subsaariana, apesar de representar apenas 11% da população mundial, hospeda mais de 60% das pessoas com HIV do mundo. Os números são difíceis de estimar: os governos de alguns países foram acusados de divulgar dados subestimados, enquanto, por outro lado, há quem considere superestimados os números fornecidos pelas Nações Unidas ou pelas organizações humanitárias. O relatório mais recente da Unaids, a entidade das Nações Unidas para luta contra Aids, afirma que existem entre 24 e 29 milhões de pessoas com HIV/Aids na região subsaariana. No mundo, a Aids representa a quarta causa de morte. Na África, é a primeira. Enquanto prevenção e terapias estão conseguindo controlar a doença na Europa ocidental, nos Estados Unidos, no Brasil, nos países mais pobres, e de forma particularmente desesperadora na África, tudo isso parece não estar funcionando. Por quê? Por que a difusão da Aids, na maioria dos países da região, não se reduz? Por que a doença ainda mata milhões? Os grandes laboratórios exploram isso sem misericórdia. Testam as drogas e quando descobrem que elas podem aliviar a dor ou prolongar os anos de vida daqueles que tanto necessitam delas, cortam o suprimento e os deixam morrer como se fossem apenas cobaias.
Isso porque não há amor no coração do Presidente do laboratório e dos governantes que só olham para os lucros que essa nova descoberta produzirá. Para aqueles o lucro da venda e distribuição, para esses a arrecadação de impostos. Impostos que patrocinarão o seu bem-estar e luxuria.
Falemos da infibulação. No mundo, entre 120 e 130 milhões de meninas são vítimas da infibulação, as mutilações genitais, segundo informa um dossiê publicado pela agência Fides, órgão informativo da Congregação vaticana para a Evangelização dos Povos. Cada ano, se segue mutilando entre dois e três milhões de pré-adolescentes, ou seja, uma menina a cada quatro minutos, assinala a investigação. A agência vaticana analisou dados, qualificados pela “Rádio Vaticano” de “dramáticos”, baseando-se em estatísticas da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF). O dossiê de Fides leva por título “Sou africana”. Segundo o informe, a África sub-saariana é a área do planeta na qual estas práticas estão mais difundidas, como também em vários países árabes, em particular Egito e Iêmen. A imigração levou estas práticas aos Estados Unidos e Europa, informa Fides, constatando que em 1991 havia na Itália 20 mil meninas que correm o risco de ser submetidas à infibulação, pois suas comunidades de origem aplicam normalmente esta prática. Segundo o dossiê de Fides, os primeiros que se opuseram ás mutilações genitais femininas foram os jesuítas do século XVII. Contudo, o problema não foi enfrentado seriamente pelos europeus até inícios do século XX. Será que aqueles que assumem o controle determinando como devem viver tais mulheres possuem amor no coração? Não creio. Agora pense nas leis imigratórias na Europa e Estadas Unidos. Elas são criadas como uma violação dos direitos humanos. Você pode perguntar como assim? Elas impedem que o cidadão livre possa entrar e sair. As nações que assumiram leis imigratórias severas esta na verdade com medo de repartir a riqueza que possuem. Elas não querem ser “invadidas” por cidadãos do terceiro mundo, que buscam uma oportunidade. Essas nações não querem perder o domínio. Não querem ninguém concorrendo com elas. Elas querem hegemonia só pra elas. E assim o que vemos é uma desigualdade cruel. Não dá pra acreditar que as nações consideradas poderosas, em pleno século XXI ainda exerçam domínio sobre aquelas consideradas em desenvolvimento. Quando não fazem isso economicamente o fazem pelo poder bélico. Invadem nações como o Iraque e ali querem estabelecer seu domínio e estilo de vida. Esquecendo que às pessoas tem cérebro e são livres pra escolher o que querem fazer da vida que lhes foi dada.
No Brasil a coisa não esta muito diferente. Procuramos o amor nas igrejas e não o encontramos. Interessante é que no lugar onde as pessoas falam tanto de amor não podemos ser tocados pela demonstração do mesmo. Por que? Porque os cristãos estão vivendo como vitimas. Esperando ser socorridos por algo ou alguém. Quando se fala em dar para abençoar o próximo, todos querem ser o próximo. Ninguém quer dar um pouco de si mesmo pra ver a vida de alguém melhorando. Não existe isso. Se formos para os demais a coisa fica ainda mais critica. Uma ganância sem fim parece ter tomado conta dos corações e a única coisa que ouvimos as pessoas falando acerca é de quanto será o lucro.
Nas rodas de cafezinho o que todos questionam é quando ganharão em tal e tal negocio. Elas querem saber como fazer a conexão certa pra aparecerem na mídia e assim fazer fama. Pensar no sofrimento do próximo parece idiotice para alguns, até que ele se torne no próximo. Aí ele quer que todos pensem nele. Inacreditavelmente é isso que vemos. Quando falamos acerca do trabalho que desenvolvemos com o fim de socorrer os menos favorecidos, todos parecem concordar que esse é o caminho. Que essa é uma atitude que revela amor, porém a maioria só fala disso, mais não faz nada para ajudar nisso. Estão preocupados com sua própria agenda. Em como parecer bem para os outros como se a vida delas dependesse disso. Sua vida não depende daquilo que as pessoas pensam a seu respeito. Você um dia descobrirá que não precisa disso.
Minha esperança é que tal descoberta aconteça antes de sua partida para a eternidade. Enquanto você ainda tem tempo de semear alguma coisa boa na vida de alguém que tem mais necessidades que você. Pois é isso que tenho visto. As pessoas preocupadas só com suas necessidades. A ganância tem destruído vidas e criado um ciclo de esperteza que só amaldiçoa as pessoas em todas as áreas da vida. Mais principalmente no que diz respeito ao amor.
E os políticos, bem, creio que dispensam comentários. Quando ter dinheiro e poder será suficiente para esses indivíduos. Eleitos pelo povo para cuidar dos interesses do povo, eles esquecem que são povo e usurpam o direito do povo que os elegeu para cargos públicos. Homens de caráter duvidoso, como seu Renan Calheiros que a cada dia mostra uma nova face de seu caráter corrupto. Todas as vezes que esse nefasto aparece na televisão meu estomago embrulha. Por que? Porque o cinismo dele supera toda e qualquer expectativa. Como ele pode ser tão cara-de-pau? O pior é que aqueles que deveriam remove-lo do poder parecem não ter condições morais para tal. E por conta da intimidação eles vão deixando o tempo passar, procrastinando o julgamento desse individuo que demonstrou total falta de amor ao declarar que o filho que tem com a jornalista era só uma cruz que ele tinha que carregar. Um peso do qual não tinha como se livrar. Se ele é capaz de se referir com sua própria semente, imagine o que esse mal caráter é capaz de dizer quando se trata dos cidadãos brasileiros?
Você pode pensar que a coisa se resume só ao caráter desse sujeito, mais não é. Isso é mais profundo. A ganância sufocou o amor que deveria ser uma bandeira na vida dele e dos demais. Porém, quando você menciona que eles deveriam amar o próximo como a si mesmos, eles ignoram tudo isso, porque neles já não existe mais tal sentimento. A menos que o próximo seja um parente deles. Um filho, um irmão, um parente muito chegado, aí o que aparece é o nepotismo e não o amor. Incrível mais onde procurar pelo amor? Essa pergunta não pode ficar sem resposta.
Se você diz que é filho de Deus, tem que carregar em si a semente divina. Essa semente é o amor que Ele demonstrou para com a humanidade ao dar a si mesmo em favor dos homens para que esses pudessem ser resgatados da vã maneira de viver. Se você quiser descobrir o amor, procure dentro de você, porque no seu intimo existe a semente divina e é dentro dela que você encontrará amor suficiente para mudar pessoas e circunstancias a sua volta.
Não depende de políticos e poderosos, depende de cada um de nós. Um olhar introspectivo e acharemos essa boa semente e se permitirmos que ela germine, certamente colheremos os bons frutos produzidos por ela. Pare um pouco, olhe a sua volta e procure por alguém fora de seu circulo familiar que esteja precisando de amor. Corra até essa pessoa e dê sem reservas um pouco do seu amor pra ela. Você verá que fazendo a diferença na vida de uma pessoa de cada vez, o mundo a sua volta será bem melhor.
Que Deus possa capacitar você hoje mesmo, te levando a começar já esse empreendimento que não visa lucro financeiro, mais a satisfação pessoal.
Gerson Wheber
