Não há necessidade de se ter um simpósio mundial para se definir a palavra título desse artigo. Quando a humanidade vive nos extremos, percebemos as conseqüências advindas desse comportamento.
A palavra “desequilíbrio” tem sido usada para justificar os acontecimentos mundiais que têm se tornado cada vez mais catastróficos. É o resultado de um abuso do ser humano em relação ao meio ambiente, aos recursos naturais, a liberdade sem nenhum parâmetro de restrição e uma infinidade de outras coisas.
O desequilíbrio na produção de alimentos tem deixado com fome uma população de mais de 1.5 bilhões de pessoas. O que acontece é que a produção agrícola tem sido abandonada por conta de sua baixa lucratividade.
Os países estão interessados em produzir tecnologia de ponta para salvar o planeta, como o etanol e o biodiesel brasileiros, que reduziriam a emissão de gases na atmosfera, evitando, assim, o aumento no buraco da camada de ozônio.
O interessante é que tem se falado em tecnologia de ponta, mas ignora-se o desmatamento da Amazônia, que apesar de ser considerada o pulmão do mundo, não está protegida como deveria. Todas essas coisas estão acontecendo para satisfação da ganância de alguns setores da produção industrial, que nunca dizem “basta!”.
Vemos o desequilíbrio na gestão política, onde governantes inescrupulosos, apesar de eleitos pelo povo, cada vez mais legislam em causa própria. Poucos dias atrás vimos mais uma vergonha nacional, onde o Governador do Distrito Federal - junto com seus assessores - foi flagrado recebendo propina.
O desequilíbrio é tão grande que não se pode encontrar entre eles um que tivesse a ficha limpa para presidir uma CPI que investigasse e punisse os envolvidos. Aliás, o privilegio da imunidade parlamentar tem impedido que a justiça seja aplicada em sua forma mais concreta, promovendo para esses políticos a clara sensação de impunidade.
Aliás, a política no Brasil tem sido tratada de forma vergonhosa, mais parecendo festa de ratos, onde cada um só pensa em levar seu pedaço do queijo. O financiamento de campanha política por parte de empreiteiros e demais setores empresariais tem gerado esse ciclo vicioso na campanha eleitoral.
O desequilíbrio socioeconômico é outro fator que tem contribuído com a violência urbana. O que vemos nos grandes centros é inacreditável. A vida não tem valor. Mata-se por banalidade. O cidadão deixa seu lar para o trabalho e não sabe se retornará. As casas possuem grades, cercas elétricas, câmeras, vigias e ainda assim são violadas.
O governo não tem políticas públicas sérias que ao menos amenizem o problema, e, penso não estar interessado em tê-las, pois só se fala acerca dessas quando um deles é atingido pela tragédia. Enquanto só o cidadão comum sofre, não há nenhum empenho por parte deles em corrigir isso.
Dizer que o governo não tem programas sociais para os mais carentes seria uma mentira. O problema está no custo desses programas para a classe trabalhadora, que é quem acaba pagando a conta. Além disso, o governo tem tirado proveito disso para apresentar seus candidatos à presidência nas futuras eleições.
O desequilíbrio moral é mais um aspecto que tem criado dificuldades para a vida em sociedade. As classes conhecidas como minoria estão sendo privilegiadas por algumas leis que privam a maioria de exercer o direito à liberdade de expressão.
Veja o caso do homossexualismo. A mídia tem se valido desses novos argumentos para obrigar a sociedade como um todo a aceitar o comportamento inapropriado de um grupo que pretende destruir os valores de família.
De acordo com o cristianismo, por exemplo, seus atos são abomináveis a Deus. A Bíblia diz em Genesis 1.27 – “Criou Deus, pois, o homem a sua imagem, a imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou” . Não informa que tenha criado um terceiro sexo.
Na verdade o argumento para a criação de um terceiro sexo já vem sendo explorado desde que se criou a palavra unisex, união de sexos, criada para confundir e levar as pessoas a um comportamento tendencioso, que banaliza a conduta pervertida desse grupo.
A carta de Paulo aos Romanos nos diz no capitulo 1 versos 24-27 o seguinte: “ Por isso Deus entregou tais homens a imundícia, pelas concupiscências de seus próprios corações, para desonrarem os seus corpos entre si; pois eles mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura, em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente. Amém. Por causa disso os entregou Deus a paixões infames; porque ate as suas mulheres mudaram o modo natural de suas relações intimas, por outro contrário a natureza; semelhantemente, os homens também, deixando o contato natural da mulher, se infamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo e si mesmos a merecida punição”.
Homens e mulheres tendo relacionamento conjugal com parceiros do mesmo sexo é com certeza algo anormal, pois tal relacionamento só produz um fruto, o da confusão.
Paulo ainda afirma que tais pessoas não herdarão os reino de Deus: 1Co.6.8 – “Ou, não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem efeminados, nem sodomitas...” .
O homossexualismo em conformidade com os projetos de lei que pretendem introduzir no País para reger a sociedade, tem como finalidade precípua, conduzir a nova geração ao engano, dificultando ainda mais para pais e educadores a formação de um indivíduo sadio em sua conduta.
Cada um faz o que bem entender de sua vida, mas como diz a expressão: Seu direito começa onde termina o meu e vice-versa. Assim, como não sou obrigado a inalar a fumaça do seu cigarro enquanto participo de um almoço ou jantar, da mesma forma não sou obrigado a aceitar nenhum comportamento que interfira nos princípios que regulam minha conduta dentro da sociedade em que vivo.
Privilegiar um grupo minoritário, privando a sociedade como um todo de exercer seu direito de rejeitar aquilo que praticam é o mesmo que tentar arruinar os fundamentos da democracia. Fala-se tanto em direitos humanos, todavia, se analisarmos o que tem sido feito em relação a isso, perceberemos que só os que transgridem leis e princípios têm sido beneficiados.
Quando um criminoso assassina friamente um chefe de família e apanha na delegacia - embora não se concorde com a violência contra preso - logo aparecem os representantes dos direitos humanos. O interessante é que ninguém aparece na casa da viúva para compartilhar a dor, o sofrimento e as necessidades dela.
Os hospitais públicos não atendem as necessidades da população, contudo não vemos os representantes dos direitos humanos lutando para que se melhore isso. O MST invade e destrói, estabelece o caos e não é punido.
O produtor é prejudicado e tem que arcar com o ônus causado pelos dissimuladores do caos, porém, se o proprietário de área rural fizer uso da força para proteger seu patrimônio e ferir um membro do MST, logo aparecerão os representantes dos direitos humanos que pedirão julgamento e condenação do fazendeiro que gera riquezas e empregos, paga seus impostos e colabora para o desenvolvimento do país.
Podemos alterar o desequilíbrio opinando, reivindicando e principalmente fazendo uso do voto na hora de escolher aqueles que estarão incumbidos de criar as leis que regularão nossa conduta dentro da sociedade. Essa oportunidade está chegando, por isso, faça uso de sua cidadania assegurada na Constituição Brasileira.
Gerson Wheber
