O REINO ANIMAL
Nas últimas duas semanas, algumas emissoras de televisão mostraram três vídeos interessantíssimos que me levaram a pensar em aspectos que estão sendo esquecidos por aqueles que deveriam praticá-los, nós, os seres chamados de humanos.
O primeiro mostrava um porquinho sendo amamentado por uma vaca. Rejeitado por sua mãe, encontrou socorro num ser que não pertence à mesma espécie, mas ao mesmo reino. Encontrou o que os humanos chamariam de “mãe de leite”.
O segundo vídeo mostra dois esquilos. Um deles foi atropelado e o outro tentava tirá-lo da rua vigiando para que ninguém se aproximasse da vitima, na esperança de que se recuperasse e saísse daquela condição.
O terceiro mostra dois gatos. O gato com coloração preta foi atropelado e o outro sobe em seu peito dando a idéia de estar massageando o coração com o propósito de ver seu companheiro ressuscitar.
Porém, o atropelado não reagiu aos estímulos. O gato então tenta uma segunda vez e não tendo sucesso se deita ao lado do outro e, como se estivesse chorando a morte de seu companheiro fecha os olhos. O gato saudável em nenhum momento esboça a intenção de abandonar o outro vitima de atropelamento.
Ao assistir esses vídeos, imediatamente pensei no reino dos homens. Não faz muito tempo, ao assistir o noticiário mostrando algum tipo de violência, as pessoas reagiam com veemência, demonstrando indignação.
As pessoas protestavam. O regime militar perseguiu, prendeu, torturou e mandou para o exílio aqueles que tentaram fazer valer seus direitos. Porém, a democracia brasileira só existe hoje, por causa do clamor deles que não silenciou, mas permaneceu ecoando pelos anos que se seguiram.
O tempo passou, os legisladores se tornaram mais complacentes com a corrupção da espécie humana e hoje não dá pra descrever a situação em que se encontra a humanidade.
Apesar da evolução da ciência, da tecnologia e em meio a tudo isso a globalização. A internet passou a desempenhar um papel importante na vida das pessoas. Através dela acessamos um sem numero de informações importantes e algumas perniciosas.
A internet tornou-se meio mais rápido na divulgação de boatos. As armadilhas encontradas nela são sem precedente, preparadas por gente que quer lucro fácil. Um território fértil para estelionatários, pedófilos e gente interessada em levar vantagem. Tem o lado positivo quando presta serviços de utilidade publica, informa e educa.
Hoje se pode realizar uma cirurgia com o medico separado do paciente por milhares de quilômetros. Julga-se um réu sem a necessidade de tirá-lo das dependências do presídio. A comunicação entre pessoas nos cinco continentes pode ser realizada através dos inúmeros sites de relacionamentos, tudo graças a internet.
Parece que todas essas coisas foram criadas para melhorar a relação entre humanos. Contudo, não é o que temos visto no dia-a-dia, pelo contrário, parece que tais facilidades estão produzindo um nível muito maior de insensibilidade. A impressão que temos é a de que o ser humano esta regredindo na convivência com seu semelhante.
A violência urbana alcançou níveis estratosféricos. Outro dia, por reclamar de um individuo que estacionou na vaga reservada para uma pessoa com limitações físicas, um homem foi agredido pelo motorista transgressor.
Nos hospitais públicos, servidores remunerados pelos impostos pagos pelo povo, tratam pacientes como se esses não tivessem direito a um atendimento digno e respeitoso. A polícia que deveria proteger tem cometido atrocidades terríveis.
O egoísmo e a ganância de alguns nos deixam enojados. Obras superfaturadas, esquemas de desvios de verbas, programas que só atendem os interesses daqueles que neles estão envolvidos. Enfim, repulsivo.
Para aprovar 7% de aumento para aposentados, o governo fez um barulho enorme enfatizando o quanto isso custaria aos cofres públicos. Contudo, o mesmo governo não faz nenhum barulho quando os políticos aumentam seus próprios salários, o que na maioria das vezes excede os mesmos 7% concedidos a quem trabalhou pelo desenvolvimento dessa nação e é obrigado a viver com salários que não pagam pelos medicamentos que tem que usar. Viver nesse caso é pura força de expressão, a palavra certa é sobreviver.
O que me intriga em tudo isso é ouvir alguns enchendo a boca pra anunciar isso como sendo a EVOLUÇÃO DA HUMANIDADE. Será que de fato evoluímos? Será que estamos melhores? Será que podemos ser considerados como humanos? .
Não creio em evolução da humanidade quando contemplo as injustiças sociais, pois se tivesse evoluído de fato a prioridade seria o bem estar de meu semelhante. Não creio em evolução da humanidade enquanto a justiça só consegue punir quem não tem recursos para ter um bom advogado.
Enquanto Renans, Sarneys, Tumas, Arrudas, Dirceus, Genoinos e tantos outros continuarem a transitar nos corredores do palácio sem receber a devida punição contra atos praticados contra a administração pública. Apropriando-se de recursos que poderiam dar a população carente melhor qualidade de vida.
Não creio em evolução da humanidade enquanto não houver saúde, educação e segurança para todos. Não creio em evolução da humanidade enquanto jovens estiverem fumando crack nas ruas, levando amargura e destruição para as famílias e notar que os governantes não fazem absolutamente nada.
Meu sentimento é que nunca chegaremos lá, pois até o ministro Minc participou da marcha pela legalização da maconha no Rio de Janeiro, chegando a declarar o seguinte: “não é porque sou ministro que vou deixar de fazer aquilo em que acredito”.
Como acreditar que esse indivíduo esteja pensando no bem estar da população? Que esteja preocupado com a estabilidade da família? Com o equilíbrio social? Com o fim da violência gerada pelo trafico de drogas?
Não creio em evolução da humanidade enquanto lideres fanáticos constroem bombas atômicas com o propósito de destruir seu semelhante. Enquanto lideres mundiais não se importam com a fome que dizima mais de um bilhão e meio de pessoas no planeta.
No reino animal o que vemos são cenas que nos levam a duvidar do ser humano e até achar que os irracionais estão mais racionais que os chamados humanos.
Pelo menos no reino animal só se tira a vida por questão de sobrevivência, em alguns casos, quando criados juntos, um não devora o outro, mas passa a ter uma convivência harmoniosa apesar das diferenças. E entre nós?
Contudo, há esperança para essa humanidade nem tão humana assim, se tirarmos proveito das lições que, não somente os animais estão dando, mas das ações praticadas no dia-a-dia, conseguiremos construir um mundo menos irracional e mais humano para nós e nossos descendentes.
Se recuperarmos a essência divina com a qual fomos formados, certamente conseguiremos evoluir como ser e assim revelar ao próximo algo mais humano.
Gerson Wheber
Nas últimas duas semanas, algumas emissoras de televisão mostraram três vídeos interessantíssimos que me levaram a pensar em aspectos que estão sendo esquecidos por aqueles que deveriam praticá-los, nós, os seres chamados de humanos.
O primeiro mostrava um porquinho sendo amamentado por uma vaca. Rejeitado por sua mãe, encontrou socorro num ser que não pertence à mesma espécie, mas ao mesmo reino. Encontrou o que os humanos chamariam de “mãe de leite”.
O segundo vídeo mostra dois esquilos. Um deles foi atropelado e o outro tentava tirá-lo da rua vigiando para que ninguém se aproximasse da vitima, na esperança de que se recuperasse e saísse daquela condição.
O terceiro mostra dois gatos. O gato com coloração preta foi atropelado e o outro sobe em seu peito dando a idéia de estar massageando o coração com o propósito de ver seu companheiro ressuscitar.
Porém, o atropelado não reagiu aos estímulos. O gato então tenta uma segunda vez e não tendo sucesso se deita ao lado do outro e, como se estivesse chorando a morte de seu companheiro fecha os olhos. O gato saudável em nenhum momento esboça a intenção de abandonar o outro vitima de atropelamento.
Ao assistir esses vídeos, imediatamente pensei no reino dos homens. Não faz muito tempo, ao assistir o noticiário mostrando algum tipo de violência, as pessoas reagiam com veemência, demonstrando indignação.
As pessoas protestavam. O regime militar perseguiu, prendeu, torturou e mandou para o exílio aqueles que tentaram fazer valer seus direitos. Porém, a democracia brasileira só existe hoje, por causa do clamor deles que não silenciou, mas permaneceu ecoando pelos anos que se seguiram.
O tempo passou, os legisladores se tornaram mais complacentes com a corrupção da espécie humana e hoje não dá pra descrever a situação em que se encontra a humanidade.
Apesar da evolução da ciência, da tecnologia e em meio a tudo isso a globalização. A internet passou a desempenhar um papel importante na vida das pessoas. Através dela acessamos um sem numero de informações importantes e algumas perniciosas.
A internet tornou-se meio mais rápido na divulgação de boatos. As armadilhas encontradas nela são sem precedente, preparadas por gente que quer lucro fácil. Um território fértil para estelionatários, pedófilos e gente interessada em levar vantagem. Tem o lado positivo quando presta serviços de utilidade publica, informa e educa.
Hoje se pode realizar uma cirurgia com o medico separado do paciente por milhares de quilômetros. Julga-se um réu sem a necessidade de tirá-lo das dependências do presídio. A comunicação entre pessoas nos cinco continentes pode ser realizada através dos inúmeros sites de relacionamentos, tudo graças a internet.
Parece que todas essas coisas foram criadas para melhorar a relação entre humanos. Contudo, não é o que temos visto no dia-a-dia, pelo contrário, parece que tais facilidades estão produzindo um nível muito maior de insensibilidade. A impressão que temos é a de que o ser humano esta regredindo na convivência com seu semelhante.
A violência urbana alcançou níveis estratosféricos. Outro dia, por reclamar de um individuo que estacionou na vaga reservada para uma pessoa com limitações físicas, um homem foi agredido pelo motorista transgressor.
Nos hospitais públicos, servidores remunerados pelos impostos pagos pelo povo, tratam pacientes como se esses não tivessem direito a um atendimento digno e respeitoso. A polícia que deveria proteger tem cometido atrocidades terríveis.
O egoísmo e a ganância de alguns nos deixam enojados. Obras superfaturadas, esquemas de desvios de verbas, programas que só atendem os interesses daqueles que neles estão envolvidos. Enfim, repulsivo.
Para aprovar 7% de aumento para aposentados, o governo fez um barulho enorme enfatizando o quanto isso custaria aos cofres públicos. Contudo, o mesmo governo não faz nenhum barulho quando os políticos aumentam seus próprios salários, o que na maioria das vezes excede os mesmos 7% concedidos a quem trabalhou pelo desenvolvimento dessa nação e é obrigado a viver com salários que não pagam pelos medicamentos que tem que usar. Viver nesse caso é pura força de expressão, a palavra certa é sobreviver.
O que me intriga em tudo isso é ouvir alguns enchendo a boca pra anunciar isso como sendo a EVOLUÇÃO DA HUMANIDADE. Será que de fato evoluímos? Será que estamos melhores? Será que podemos ser considerados como humanos? .
Não creio em evolução da humanidade quando contemplo as injustiças sociais, pois se tivesse evoluído de fato a prioridade seria o bem estar de meu semelhante. Não creio em evolução da humanidade enquanto a justiça só consegue punir quem não tem recursos para ter um bom advogado.
Enquanto Renans, Sarneys, Tumas, Arrudas, Dirceus, Genoinos e tantos outros continuarem a transitar nos corredores do palácio sem receber a devida punição contra atos praticados contra a administração pública. Apropriando-se de recursos que poderiam dar a população carente melhor qualidade de vida.
Não creio em evolução da humanidade enquanto não houver saúde, educação e segurança para todos. Não creio em evolução da humanidade enquanto jovens estiverem fumando crack nas ruas, levando amargura e destruição para as famílias e notar que os governantes não fazem absolutamente nada.
Meu sentimento é que nunca chegaremos lá, pois até o ministro Minc participou da marcha pela legalização da maconha no Rio de Janeiro, chegando a declarar o seguinte: “não é porque sou ministro que vou deixar de fazer aquilo em que acredito”.
Como acreditar que esse indivíduo esteja pensando no bem estar da população? Que esteja preocupado com a estabilidade da família? Com o equilíbrio social? Com o fim da violência gerada pelo trafico de drogas?
Não creio em evolução da humanidade enquanto lideres fanáticos constroem bombas atômicas com o propósito de destruir seu semelhante. Enquanto lideres mundiais não se importam com a fome que dizima mais de um bilhão e meio de pessoas no planeta.
No reino animal o que vemos são cenas que nos levam a duvidar do ser humano e até achar que os irracionais estão mais racionais que os chamados humanos.
Pelo menos no reino animal só se tira a vida por questão de sobrevivência, em alguns casos, quando criados juntos, um não devora o outro, mas passa a ter uma convivência harmoniosa apesar das diferenças. E entre nós?
Contudo, há esperança para essa humanidade nem tão humana assim, se tirarmos proveito das lições que, não somente os animais estão dando, mas das ações praticadas no dia-a-dia, conseguiremos construir um mundo menos irracional e mais humano para nós e nossos descendentes.
Se recuperarmos a essência divina com a qual fomos formados, certamente conseguiremos evoluir como ser e assim revelar ao próximo algo mais humano.
Gerson Wheber
